terça-feira, 28 de julho de 2009

Levando gato por lebre, gato mesmo

Uma colega de trabalho me contou uma história de doer a barriga, de tanto rir.
Num dos nossos bairros de maior periculosidade, uma senhora que levava apenas um saco nas mãos, de uma loja conhecida, teve a mesma roubada por um ladrão que passava de bicicleta - agora até saco de supermercado com papel higiênico, nos levam.
O caso é que a vizinhança estranhou, pois foi um grito, seguido de uma grande gargalhada, da própria vitma.
O que será que houve?
Foi nervosismo?
Não.
Simplesmente naquele saco pesado estava um dos gatos dessa senhora, que morrera e ela ia jogá-lo no lixo!
No início ela se espantou, e depois gargalhou, ao imaginar a cara do gatuno ao ver o conteúdo do seu furto: um gato morto!
Há, há, há...

terça-feira, 14 de julho de 2009

Um sinal adquirido

Curioso...quando se fala em maquiagem definitiva, geralmente a mulherada diz que é muito legal e que gostaria de fazer. Pergunta se dói, se sangra, enfim. Até aqui tudo bem, mas quando decodificamos a palavra e dizemos que é uma tatuagem facial meeeeeeeesmo, aí a coisa muda de figura e o preconceito surge como pipoca no óleo quente.
"Cruz crédo, eu?". "Mas crédo, é isso, é?".
Incrível! Se for maquiagem definitiva, tudo bem, mas se falar em tatuagem, sai de perto!
É lógico que não podemos generalizar.
Como disse a Luana Piovani: "tatuagem é um sinal que a gente opta por ter", ora bolas.
O corpo é meu, a vontade é minha, então dane-se!
Só não concordo com figuras que são facilmente visualisáveis e que chocam, como alguma pornografia ou seres do mal. Isso é uma agressão visual mesmo!
***
Certo dia, num tatoo, ouvi do mesmo que tem muita gente que chega para tatuar o nome do seu amor. Às vezes o relacionamento acaba rapidinho e a pessoa procura o mesmo local para disfarçar ou se livrar da asneira que fez. Mas isso nem sempre é possível com perfeição.
Um bom tatuador é aquele que discute os prós e os contras com o cliente e que deixa clarríssimo os possíveis resultados. E mais, tem que ser tudo limpinho, profissional e descartável.
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Que tal aquela garota maluca das estrelas no rosto? Que inconsequência, dela e de quem fez. Pôxa, no rosto?
Vale, e muito, o controle dos pais. Já pensou se aquela menina linda que tatuou um animal na perna, tornar-se aeromoça, ou aquele rapaz que fez uma cobra no pescoço, formar-se em advogado? Desastroso!
Tem coisas na vida que pode causar-nos um profundo arrependimento, sem que possamos voltar atrás...
http://www.acreditesequiser.net/wp-content/uploads/2008/12/tatuagem-465x579.jpg

terça-feira, 7 de julho de 2009

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Demerol e Michael

Incrível...foi preciso ele morrer para refletirmos mais sobre a íntima relação dos seres humanos com os fármacos.
Será que ele tinha a chamada "dor crônica"? Caso positivo, qual a causa? Seria o seu perfeccionismo que o levava à "auto-punição inconsciente" de horas à fio ensaiando? Ou ele estaria com câncer?
São perguntas que com o passar do tempo as respostas podem vir à tona.
Mas o fato é que o uso inadequado de medicamentos agora vai gerar muito muito mais discussões.
Nunca imaginei que ele teria chegado a fazer uma música em alusão ao "Demerol".
Gente, que absurdo! Ficou claro que ele tinha uma verdadeira adoração pela droga que, com certeza lhe deu muito alívio, muito parzer nessa vida...que culminou com a extinção da mesma!
E quantos já devem ter morrido pela mesma causa, no anonimato, e gerando a chamada subnotificação? O atestato de óbito vem com "parada cardiorrespiratória" ou "falência de multiplos órgãos", por exemplo. E na verdade o que estava por trás era uma bruta de um dependência farmacológica que culminou com uma superdosagem.
É, realmente... a diferença entre remédio e veneno é a dose...
Digamos que esse "TOC", talvez, trata-se de um vício lícito, não é? Pensando bem é isso mesmo.
A pessoa se droga com algo que não é proibido. Basta conseguir um receituário de duas vias ou um "chequinho" dado pelo médico.
O fato é que ele não volta mais, que essa perda é irremediável, e que precisamos com urgência fazer algo para que algumas medicações sejam utilizadas racionalmente, para não provocar mais danos aos seres humanos.
***
Ele sempre estará vivo no coração da humanidade. Foi único, sofreu muito, nos deu vários momentos de alegria e de prazer, assim como exemplos de vida.
Que Deus esteja contigo, Michael!
JCC

sexta-feira, 19 de junho de 2009

A falta que faz

Outro dia eu vinha num taxi de um conhecido, quando tocamos num assunto interessante: "será que quem tem muitos filhos, quando morre um, a falta que se sente é igual como se tivesse perdido o filho único?"
Eu tenho uma filha e ele um filho. No fundo, no fundo, parece que a falta não é tão grande, é menor.
Pode parecer que a dor é menor, pois pôxa, ainda se outros, não é? Tem gente que tem cinco, dez filhos...
Mas o caso é que esse taxista me relatou uma história que para ele foi inesquecível, e agora para mim também.
Um vizinho seu perdeu um dos seus 10 filhos (se não me falha a memória). Já se passara vários meses do ocorrido, e o pai do rapaz ainda chorava muito e andava triste pelos cantos.
O taxista, curioso, chegou com esse pai e perguntou: "Mas colega, essa perda ainda te faz ficar
assim? Mesmo com tudo isso de filho, a falta é tão grande assim?"
E ele respondeu: "Se tú perdesse um dos teus dedos, faria falta pra ti?"
O curioso pensou e respondeu prontamente:"Eras...faria sim..."
E o pai completou: "Pois é, eu perdi um dos meus dez dedos. Foi-se uma parte do meu corpo". E continuou a chorar...
Não precisa falar mais nada, não é?
Só sabe a dor quem passa pela situação.
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Conheço algumas mulheres que abortaram há anos, ou que perderam o filho ainda pequeno, e que até hoje sofrem. A gente pensa que não, mas a dor da perda de um filho é inesquecível. É uma dor sofrida e imperceptível aos outros.
Mas infelizmente a vida é essa. Às vezes é necessário tirar forças de onde não tem, mas uma coisa é certa:"Deus dá o frio, conforme o cobertor".
***
OBS: na foto acima temos uma mulher nos EUA esperava seu 18º filho. Na foto, ela aparece grávida de seis semanas. Michelle Duggar deu a luz no Réveillon (2008 para 2009) a um bebê que veio a se somar a uma prole de sete irmãs e dez irmãos, entre eles dois gêmeos.
Michelle esteve grávida durante mais de 11 anos de sua vida e a família está no processo de filmagem de uma série do canal Discovery Health. Leia e veja mais no site:
http://health.discovery.com/convergence/duggars/duggarfamily.html

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Informática na Saúde

A informática em saúde foi lançada ao mundo entre as décadas de 60 e 70. Pelo tempo que passou, já era para ter sido incorporada pela quase totalidade de profissionais.
Aqui no meu micromundo, em Belém do Pará, ainda percebo muitos "analfabetos tecnológicos". Tem gente que nem sabe o que é "@"! Nossa!
Estou fazendo uma crítica de caráter construtivo. Não quero denegrir a imagem de ninguém. Pretendo sacudir mesmo alguns colegas de trabalho (de diversas categorias).
Como ganharmos tempo e trabalharmos de modo atual se não há adesão total dos profissionais? Já pensou se de uma hora para a outra o hospital adquirir soft ware para a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE)? Como aprender informática de uma hora para outra?
A equipe de enfermagem, além de ter conhecimento sobre a SAE, precisa também dominar a linguagem computacional! O mundo diz isso! São as nossas ferramentas de trabalho. Sem isso, somos carpinteiros sem martelo e sem serrote!
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Agora, a gente quer passar por meio virtual alguma matéria dada em aula, e ainda tem gente que vem atrás de apostila! Pelo amor de Deus! Vamos nos acordar!
Conheço muita gente que não fez curso algum e tem mais intimidade com computador do que eu!
O que é isso? É inteligência, interesse, vontade de melhorar, e de se atualisar.
Não podemos ficar sentados comodamente esperando que os coordenadores das instituições nos peguem pelo braço para irmos atrás desse conhecimento, não!
E tem hospital que fomenta essa capacitação, mas ainda tem quem faça vistas grossas. Que pena...
Enfermagem é atualização e iniciativa!
Vale um conselho: "grude" em quem sabe muito, faça por si, para que no futuro não fique chorando pelo leite derramado.
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"Se você tiver vontade, acha oportunidade e se dá bem de verdade!"
Josianne Corrêa Cardoso

sexta-feira, 29 de maio de 2009

A arte da convivência


Conviver é uma verdadeira arte, pois requer dos seres humanos muitas habilidades.
Ser ou não ser, falar ou calar, aceitar ou recusar, ver ou ignorar. Eis as questões.
Nós somos complicados mesmo. Viver é complicado e isso requer, querendo ou não, o convívio com os semelhantes.
Temos momentos de conflito com nós mesmos, com familiares e amigos, com colegas de trabalho, enfim, com qualquer um que passe na nossa frente.
Quantos de nós já não acordamos mal humorados, sem querer encarar a vida? Quantos de nós já não reprovamos os nossos próprios atos?
Todo dia é dia de aprender.
Precisamos extrair as coisas boas de tudo o que vivenciamos no nosso dia a dia.
Não existe mesmo nada de tão ruim que não tenha algo de bom
. Sempre fica um aprendizado (que para os pessimistas, não passa de mais uma queda).
O fato é que tomar a iniciativa certa com a pessoa certa e na hora certa, é muuuuuito difícil.
Já pensou, aquele funcionário que não gosta nem um pouco de um colega de trabalho, mas tem que interagir com o mesmo, diariamente? Ele tem mais é que se concentrar no trabalho, para fazê-lo bem feito. Esquivar-se de armadilhas e evitar de se concentrar na vida do outro.
Precisamos nos abster de revanchismos e pensamentos/ações negativas.
Pela lei da sobrevivência, ganha o mais forte. E essa fortaleza advém de um verdadeiro jogo de cintura, com avanços, recuos, sincronismos, em diversos momentos da nossa vida.
Agora, quem é melhor do que quem? Quem é pior do que quem, hein?
Só Deus, ele sim tem categoria para isso, para julgar.
Acredito que passamos por momentos de acertos e de erros. Uns acertam mais, outros erram mais.
O importante é nos concentrarmos em nós mesmos, termos o nosso semelhante como espelho, na busca de saber como ser e como não ser. Agora,
se passarmos boa parte da vida criticando, reparando os outros, esquecemos da gente e nos distanciamos cada vez mais do nosso aprimoramento pessoal.
Nos relacionamos bem com os nossos semelhantes à medida em que os conhecemos e nos conhecemos; à medida em que convivemos. E é importante termos em mente que todos nós somos passíveis de erros, temos as nossas fragilidades e potencialidades. Só que cada um toma seu rumo na vida. Uns ficam ricos, outros famosos...uns ficam pobre e outros anônimos. É a vida.
Estamos todos no mesmo barco. E como a tendência natural é passarmos bastante tempo aqui nesse planetinha, vamos procurar nos relacionar bem com os nossos semelhantes. Assim, tornamos a nossa estadia na terra mais prazeirosa.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Discriminação



Os idosos são uma verdadeira fonte de sabedoria.
Saberes se constroem ao longo da vida, de várias formas.
Tem gente que passou a vida mergulhada nos livros e não viveu. Há os que nem um livro consultaram, mas foram frequentadores assíduos da escola da vida. Também há os de meio termo.
Todos os seres humanos são importantes, não pelos bens materiais que possuem , mas pelo que são. Cada indivíduo tem suas falhas e seus potenciais.
Não podemos desdenhar de ninguém, principalmente por causa do avançar da idade.
Temos que lembrar sempre de que o jovem de hoje é o idoso de amanhã - se que essa pessoa será agraciada, sobrevivendo por vários anos.
Resolvi escrever sobre, devido ter encontrado umas pessoas, não muito certas pela frente, que não gostam de idosos.
Acho um verdadeiro absurdo. Será que essas pessoas pensam em colocar os pais no lixo? Ou se jogarem no mesmo quando passarem dos 60?
Não é só o conhecimento que eles podem nos repassar. Eles não são importantes só pela conta bancária (coitados dos que nada possuem...) ou por outros bens que possuem e "podem nos deixar de herança".
Devemos respeitar essas pessoas, que têm igualmente direito à vida, mas que passam por uma fase que as faz serem tratadas de maneira especial.
Os idosos precisam ser compreendidos e respeitados. São especiais, mas não precisam ser tratados como se fossem enfermos e incapazes.
Não podemos nos igualar aos mesmos. Covardia e mesquinharia ficar enfatizando o quanto estão velhos.
Está certo que com o passar do tempo, eles tendem a dormir menos, a se incomodar mais com excesso de luz, ruídos...sua massa muscular decresce e o contrário ocorre com a massa gorda. As rugas e os cabelos brancos são inevitáveis. Não precisamos ser experts em geriatria para reconhecermos as diversas tendência a fragilidades que o idoso possui.
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É, tem muita gente da pele lisinha, cheirando a leite e que não tem nem um pouco de sabedoria, experiência de vida e tato para se relacionar com os seus semelhantes.Falta de conteúdo mesmo.
E ainda bem que, no nosso País, os idosos são amparados por um estatuto; e tem muito filho desnaturado passando vexame por sua falta de consciência e amor.
Parabenizo os idosos por serem o que são, pela categoria que fazem parte e pelo respeito que merecem.
Saudações a quem pensa como eu, e a quem pratica o cuidado diferenciado a essa faixa etária majestosa.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

ORGULHO DE SER ENFERMEIRA

Dia 12 de maio é o dia mundial do enfermeiro.
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É bom saber que, além de trabalhar, praticamos a caridade diariamente. Acredito que 50% do que fazemos, é pelo que ganhamos, e a outra metade é caridade pura, pois na atual conjuntura nós nos desdobramos cada vez mais na busca do bem estar da nossa clientela.
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Engana-se quem pensa que tudo na vida é por acaso. Se estamos nessa missão, é porque podemos e devemos fazer o quanto possa, como profissional.
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Carrego nas mãos o símbolo da enfermagem: é uma lâmpada, que representa aquele profissional que precisa manter a chama da vida acesa. Ela é a fonte que ilumina os caminhos sombrios, na busca de luz para o enfermo.
Para nós, enquanto há vida, sempre haverá o que fazer, pois, por mais que a doença não tenha cura e o coração bater, podemos dar conforto, estar presente e minimizar sofrimentos.
Somos de uma categoria profissional que passa as 24 horas de todos os dias do ano, ao lado do cliente hospitalizado. E mais, somente nós olhamos o indivíduo como um ser biopsicossocial, político e espiritual, somos quem sabe mais das peculiaridades, do que está ocorrendo com o doente.
Aproveito para parabenizar também os técnicos e auxiliares, que fazem parte da equipe de enfermagem e têm grande parcela de colaboração no atendimento.