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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

O termômetro da relação a dois

Aprendi na escola da vida que:
Quando o companheirismo dá espaço para o excesso de individualidade...





Quando a compreensão perde espaço para o silêncio profundo, carregado de incertezas...

Quando a distância já não incomoda mais como antes, tornando-se costumeira...

pode apostar: a relação está se modificando. Ou perdendo o sentido, ou se desgastando.

Culpa de quem ou de quê?

Cada caso é um caso.

Mas, muito bom ter esse termômetro. A partir dessa constatação, cabe a cada um tomar o rumo que achar melhor. Temos nosso livre arbítrio e ninguém é dono de ninguém (ou pelo menos não deveria ser). Só os xifópagos são grudados!

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Força da ligação

O que determinaria a força da ligação de um relacionamento a dois?

- Intensidade do sentimento,
- Ligação entre as famílias e amigos,
- Filhos de ambos,
- Tempo de relacionamento,
- Relação/dependência financeira,
- Força da gratidão.

Esses são alguns exemplos. Mas com certeza, existem vários outros.
Materialmente falando, não há nada: correntes, GPS para localização da pessoa e documento de posse. Nada disso.
É tudo uma questão subjetiva e relacional. Um acordo informal entre as partes, mas nem sempre bem esclarecido.
Às vezes o mesmo casal tem um pensamento diferente sobre a mesmo relacionamento, tipo: "ele é meu marido", enquanto o outro lado pensa: "ela é apenas minha namorada". Compreende?
E por vezes as divergências nas atitudes e nos comportamentos se chocam, gerando conflitos.

Uma parte pensa que a corrente de ligação é de aço, enquanto a outra, nem corrente visualiza.
Mas é muito bom quando o casal "vibra numa mesma sintonia", com respeito, amor, amizade e compromisso mútuos.

Acho que é ganhar na loteria, quando o casal atinge esse patamar, de não se imaginar mais um longe do outro, de compartilhar de tudo junto, enfim.
Mas em se tratando de relacionamento amoroso, é realmente muito difícil se quantificar o grau da força que une o casal.
Ás vezes, um relacionamento que parecia durar para sempre, desfaz-se num piscar de olhos. Cruel para o lado que gosta mais, mas fazer o que?

Complicado se prever o futuro de um relacionamento. Qual a intensidade da ligação, quanto tempo essa força vai durar, se vai diminuir, se vai aumentar...se só de um lado, se de ambos....

Se formos nos preocupar muito com isso, deixamos de aproveitar momentos maravilhosos, discutindo a relação. Vamos beijar mais e falar menos?
Afinal de contas, o futuro, a Deus pertence, e quem pensa além da conta, vive menos do que deveria.

sábado, 28 de novembro de 2009

Sentimentalismo




Será que temos reservado tempo para curtir o companheiro, namorado, ficante ou similar? E olha que o importante não é só o tempo e sim como temos utilizado o mesmo.
A nossa vida urbana anda muito louca!Precisamos correr para todos os lados, quase que em busca de sobrevivência.
No final do dia será que temos "clima" para o romance?
Cansados, chateados, loucos para tomar "aquele banho", e às vezes não dá nem vontade de comer.
Mas precisamos resgatar o nosso sentimentalismo. É muito importante para a nossa vida. Vale passar uma mensagem, escrever uma cartinha...
Temos que reservar um tempinho pra namorar, namorar de verdade e sem automatismos. Tem gente que beija de olho aberto, pensando em outra coisa. Homem anda na frente da milher e sequer lhe dá a mão para segurar.
É muito bom que não percamos a sensibilidade, a vontade de estar com o nosso par. Precisamos ajustar a nossa mente e não perder o entusiasmo. Esquecer um pouco do mundo lá fora, relaxar ao lado do parceiro. Dar um longo e delicioso beijo, daqueles que nos faz viajar mesmo estando com os pés no chão...
"Áh, não tenho namorado, não tenho tempo...". Que é isso? Precisamos sim ter alguém por perto para trocarmos carícias, idéias e compartilhar mesmo.
Quem pensa o contrário, está redondamente enganado. A prova disso é o mau humor, o desânimo, estados depressivos...e muito mais.
Tem gente que se torna azeda e nem se apercebe disso. Mas está na cara que "é falta".
Será que temos feito amor ou simplesmente sexo?
Será que estamos nos renovando como um todo ou só "trocando o óleo"?
Precisamos nos questionar sobre isso.
Ás vezes é o próprio relacionamento que precisa ser discutido. Se dá pra resgatar o entusiasmo , a admiração, o amor ou não.
O fato é que, a vida é muito curta para nos deixarmos ficar descontentes neste setor tão importante da nossa vida.
Até para isso temos que ser firmes e sensatos. Não dá mais? Parte-se para outra. O importante é ser feliz, sem no entanto sermos egoístas, deixando o antigo parceiro de qualquer jeito.
Mas a iniciativa é tudo, a vontade de ser feliz também!
Vamos refletir, gente, se estamos realmente vivendo ou apenas sobrevivendo, pois o relacionamento a dois é vida pura, puríssima, se bem vivida!